Um mundo de contradições!
A menina que vivia só com ela e não sabia de nada da vida e o que viria pela frente!.
Apesar de algumas dificuldades para entender o mundo em que vivia, estava tudo bom.
O mundo não sei, mas as pessoas com quem eu convivia pai mãe irmãos,
avó e dois tios, não na mesma casa, e sim no mesmo quintal, era maravilhoso,
pois nada mais eu conhecia era todos os personagens que compunha uma estória real
Durante a semana, era uma família normal, todos trabalhavam, e eu, ficava com a minha mãe
em quanto meu pai ia trabalhar. Ele era corretor de imóveis e tinha seu próprio espaço de trabalho
era um homem quieto educado e elegante trabalhava só de ternos pouco falava, e as vezes,
engraçado cheirava fumo pois adorava espirrar, kkkk! aquilo algumas vezes me causava estranheza
mas em toda família existe alguém com alguma mania!
Meus irmãos eram adoráveis sempre juntos pois não era permitido brigar entre nós
A gente se curtia e se respeitava até nisto nós eramos diferente das outras crianças
Eu sempre apresentava febre e garganta inflamada até precisar de retirar as amídalas,
uma cirurgia que marcou muito pois a anestesia era através de cheiro e eu sofri muito
tive hemorragia e precisei voltar para o hospital para outra intervenção
Bem eu brincava no quintal de minha casa adorada era um quintal imenso que eu podia,
andar na minha baike que ganhei dos meus pais, e sair na rua nem pensar, eu não brincava
com outras crianças, a minha vó era chata demais, ela que as vezes cuidava de mim, e me mostrava o chinelo se eu saísse e eu a atendia, respeitava, se não era coro na certa.
Minha mãe uma mulher bonita quieta também e muito brava não deixava a gente fazer nada,
só podíamos ir para a igreja aos domingos, na escola dominical, e a noite no culto, e assim era nossos domingos eu me lembro que amava uma amiga chamada Vera e eles não deixava pois ela
foi criada sem a a mãe e era uma menina bagunceira vivia na rua mas eu a adorava gostava
de brincar com ela mas com minha avó ao lado olhando, isso era muito difícil acontecer.
Eles não gostavam da vera e eu ficava feliz quando podia ficar com ela, eu já me sentia diferente das
outras. Nesta altura todos iam pra rua eu não podia todos brincavam e eu não
Já estava virando um tormento mas não podia reclamar pois era o jeito da minha criação minha mãe era um sargento com nós quando eles lerem isso vão me torturar kkkk mas foi isso mesmo
era uma educação rígida e se não fosse do jeito deles o coro comia muitas vezes de cinta ou chinelo
Eu morria de medo de apanhar eu amava minha mãe mais ela era muito brava e não tinha liberdade com ela e tudo ficava reduzido na nossa relação pois nada podia
E eu talvez para agrada-la, sempre dizia, minha mãe é a mãe mais unita do mundo, era um refrão de um desenho que passava na época, não a culpo era o modelo de educação que existia
Meu pai era um paizão mas muito quieto devia ter algum problema ou dificuldades de demonstrar carinho por nós, mas eu o amava .
Ele nos levava no parque no circo e as vezes para Curitiba Paraná onde viviam seus parentes este eram os passeios que fazíamos na época , não posso reclamar de minha infância e nem deles
Minha mãe nos educava do jeito que foi educada, mas era uma mãezona cuidadosa com os filhos
Eu me lembro de vê-la algumas vezes chorando e eu perguntando por que a senhora está chorando
mamãe? e ela nunca me respondia, só balançava a cabeça que não era nada e eu quase morria de dó
pois devia me sentir culpada e chorava junto com ela "pobre menina" snif .
Cresci e entrei na fase mais difícil de todo adolescente, pra mim ser gordinha era tudo de ruim
nem me olhava no espelho pois era decepção na certa em quanto as meninas usava tudo, eu não usava nada de moda tinha uma dificuldade imensa as vezes usava um jeans
me sentia a menina mais feia, hoje eu sei que não era mais me via daquele jeito
saia para comprar roupas e nunca encontrava e tudo aquilo pra mim era decepcionante,
pois tudo que vestia me sentia feia gorda demais e colocava minha mãe em desespero
eu ficava sem me alimentar achando que iria resolver todos meus problemas
Resolvia, sim, emagrecia dez quilos num mês e no mês outro recuperava tudo novamente
Vivia em clínicas de emagrecimentos fazia dietas emagrecia mas não mantinha
fazia coisas loucas tomava vinagre escondida água com jiló água morna e nada resolvia
pois a ansiedade angustias me fazia comer doces tomar refrigerante comer massas e tudo que um gordinho gosta e recuperava tudo novamente era muito triste me fechava pra vida imaginando merda
Tinha medo de não ser aceita pelos paqueras de não casar kkk e ficar só "que meda"
Bem com toda essa neura eu encontrava jeito de ir pra danceteria dançava feito louca, eu,
e minhas adoráveis amigas já era dependente daquelas amigas e não sabia Neia, regina e verinha e a vera amada de infância, e assim nem quase tudo acontecia eram paqueras e beijos na boca
hararara que bom que era mas o medo de ser malvista pelos meninos era maior época brava de vacas magras kkk, nada podia só beijinhos e nada mais e pode parecer que não, eu era muito reservada, a época cobrava isso da gente mas tinha as garotas que podia tudo com meninos que não podia nada e vise -versa foi uma época deliciosa com todas as dificuldades de ter pais difíceis e irmão policiando tudo a volta, namorar e dançar era tudo .Pena que tudo acabou pois tudo aquilo marcou uma época difícil de ser entendida de querer fazer o que queria mas era assim e não podia mesmo quebrar regras.
Foi uma adolescência eu diria, que com liberdade seria fervida, pegaria fogo, ousaria mais se pudesse mas a época não permitia quase nada e foi colocada em nossas cabeças de um jeito feio e, preconceituoso e devido essa educação muito restrita os jovens se rebelavam
usando drogas fortes saiam de suas casas as meninas se prostituiam mais e tudo
debaixo do pano. Podia ter amado mais chorado mais pensado mais ter visto o sol nascer
Mas que nada eu fui vigiada o tempo todo por pais e irmãos.
Época difícil talvez não teria casado aos dezessete anos gravida e sem poder ter escolhido em ficar solteira , meu Deus a casa cairia de vez, casar foi para mim e para muitas a única saída,
e assumir toda a responsabilidade de uma casa, casar com um homem também inexperiente da vida,
e que de repente também foi muito difícil pra ele pois a responsabilidade de uma casa era demais pra um jovem de vinte e poucos anos e daí começa outra estória que irei escrever depois por que foi barra
Deus...saudades do meu irmão Rubens snif ... Beatles agora e sempre e naqueles dias,
era tudo de bom ver aquele homem lindo com amigos tocando violão na casinha
da bagunça, na casinha dos fundos do quintal alí era o ponto de encontro com amigos
sentavam pelo chão bebiam alguma coisa e conversavam muito e eu nem pensava em ficar por perto,
Eu tinha que ser sempre a menina comportada sem muitos risos para os amigos e mal ele sabia,
que muitas vezes eu os paquerava...que delicia... harara eu ainda era uma criança de uns dose anos mas já me sentia uma adulta talvez com vontade de me livrar daquela prisão e daquele moralismo
todo que só atrapalhou a juventude não só a minha , mas de muitos jovens e crianças da época
marcada por um regime ditador era de um governo ditador, e em casa com nossos pais.
Eu pensava que um dia eu sairia de tudo aquilo me livraria da barra deles do não poder ser eu mesma
mas que nada era só sonho mal saberia que sairia da panela e cairia na frigideira kkk
Quando fiz quinze anos armei uma, já estava a ponto de bala não suportando mais viver com eles,
eu e a Vera minha melhor amiga combinamos de fugir de casa
Dia dez de Dezembro a nove horas da manhã vamos sair de casa, pegamos nossas bolsas,
e fomos pra casa de um namorado meu e lá a mãe dele era uma mãe super bacana com nós era mãe só de rapazes e não se importava pois eram só filhos homens as filhas mulheres que sofriam mais devido
a época os jovens não tinham liberdade e os horários eram rígidos
Passamos o dia com ele bebendo muita champanhe junto com a mãe um dia de liberdade,
vigiada, fiquei embriagada o dia todo todos cantaram os parabéns pra mim e quando chegou a noite eu e ela a Vera minha amiga despedimos de todos e saímos sem lenço sem documentos nada no bolso ou nas mãos pegamos o ônibus e seguimos pra casa de uma amiga uma italianada mais rígidos que tudo, dona Filomena deu uma bronca em nós e não nos aceitou nos ameaçando de ligar para os pais e avisar , mas nós saímos em tempo do bairro do Imirim e fomos pro bairro de Santana,
totalmente embriagadas , e agora o que fazer nessa altura já era umas dez horas da noite e entramos num pronto socorro e lá fomos atendidas e nisso já era mais de onze horas sem noticias de ninguém
e sem lugar pra gente passar a noite resolvemos pegar um taxi e ir para casa todas sem graça
Nossos planos não vingaram quando o carro parou na rua Barão de são luis, lá estava a família toda,
em peso no portão esperando pra colocar a polícia atrás de nós pois estavam enlouquecidos
E eu me sentindo uma adulta kkkk e meu pai querendo me dar alguns safanões kkk e me questionando com quem eu estava o dia todo e o que eu estava fazendo e eu arrumando um jeito,
pra não entrar no coro e no final não teve final kkk eu fui tomar banho e dormir e nada mais do que ,
isso não aconteceu e uma tristeza junto de uma frustração tomara conta de mim por que não deu certo queria mais ficar lá dizia sempre pra eles que queria morar sozinha no meu apartamento.
Bem ficou só em sonhos mesmo pois até agora não conseguí talvez se eu não fosse tão presa, poderia ter me livrado de fazer tantas coisas por curiosidades pra ser igual as outras meninas não
teria uma adolescência precoce e nem antecipado um casamento de cobranças e de infelicidades,
Marido me colocou aos dezessete anos no lugar de mãe queria tudo bonito tudo tinha que ser mágico,
eu que nunca tinha feito quase nada em casa derrepente senti com uma responsabilidade,
enorme em cima de mim e tudo era muito recente para mim, tudo desabou de vez,
eu chorava dia e noite e agora josé? não via mais jeito, grávida,e inexperiente e cheia de,
responsabilidades com uma vontade não saberia do que mas esse foi o resultado de minha,
peripécias

5 Comentários:
Nada demais grávida e com uma responsabilidade tamanha
quando uma garota aos dezessete anos tem que está fazendo outras coisas se descobrindo para o mundo um mundo de sonhos de estudos trabalho viagens , e eu naquele momento gorda grávida traçava outros caminhos um caminho que talvez eu tivesse aceito dentro do que estava acontecendo. Eu poderia estar feliz mas dentro daquele contexto, eu acho que estava feliz sim, pois iria dar a luz a uma menina e eu queria ser mãe não sei também por que naquele momento,
realmente com todos os medos e insegurança
Mas no fundo me sentia segura pois tinha mamãe papai mesmo contrariados me dando força e junto um marido completamente apaixonado por mim a espera também de uma filha Há Deus dai-me forças para continuar a luta
Na verdade nem sabia o que era a vida a vida estava me causando o que hoje consigo enxergar era o que na época pouco estava me importando uma garota ainda se desabrochando pra uma juventude castrada sem poder
fazer muitas coisas sem resolver muitas questões dentro de uma adolescência complicada que passou tão despercebido pros meus pais só pra mim que não, me sentia angustiada muitas vezes mas não reclamava as vezes chorava e logo passava.
Estava bom com meus pais mas derepente já não estava mais
e um monte de sensações diferentes que experimentamos nessa nova fase desejos angustias decepções com agente mesmo incapacidade de estar atuando enfim tantas coisas.
Coisas do ser humano uma insatisfação com tudo uma confusão as vezes fazemos algo achando que é aquilo que nos vai fazer feliz mas está muito distante de ser felicidade
e este vazio quase sempre aparece e nos faz ir em busca de
outros caminhos e de outros desejos e assim segue
Sem iniciar bonito sem parágrafos sem vírgulas sem um ponto final assim foram todos estes anos, difícil de entender de digerir algumas situações e sem encontrar alguma solução
E muitos irão continuar sem respostas para a sua caminhada pois somos reflexos de uma vida sofrida e totalmente destruída pois sonhamos de um jeito e nos comportamos de outro esses são os contraste da vida
Mas ainda sonho com a vida ,uma vida de sonhos uma vida comprida uma vida atendida pela vida pelo fato simplesmente de viver pois viver é isso tudo embalado,é
essa via de mão dupla, de idas e vindas, de ação e reação de se contradizer e tudo isso pode virar canção muitas estórias e claro muitas reações ...bem o sono de volta e eu
ohhhh vou dormir!! bjos
Engraçada essa tragédia parece grega. Um mundo de ilusões de decepções de momentos felizes como outros qualquer.Viver é isso mesmo a gente não escolhe as tragédias mas elas acontecem , difícil viver sem que nada aconteça. Vivendo e se descobrindo com experiências boas outras ruim e tudo isso faz parte de um contexto de vida crescimento claro que o nosso comportamento pesa muito pq não temos experiências, e tudo é novo e o novo te faz quebrar a cara sempre, por isso o melhor é ir devagar. E por que o medo aparece em muitas situações? principalmente quando não sabemos de nada e das consequências.
Sabe eu as vezes reclamo o normal, mas eu não vivi uma vida de desgraça não, eu tinha meus pais que sempre estavam comigo toda semana estavam em casa, um marido apaixonado, ele era chato, mas sempre me fazia agrados e eu que não atendia aquela doença dele de me querer sempre me sentia sufocada', eu não era tão apaixonada, eu estava mais pra cuidar dele por que ele tinha um problema que me enlouquecia de saber, Eu não aceitava, e tudo se tornava difícil pra mim na minha cabeça, eu era muito jovem', sentia medo vergonha de alguém saber pra mim foi o pior momento quando me contou que tinha um problema neurológico, eu precisava fazer ele se sentir amado e não repudiado coitado
eu sentia pena dele e me ferrei porque o casamento já era isso um casamento precoce,me acompanhou até quando ele deixou de ter o problema, que parou de tomar os medicamentos .Mas o problema talvez foi mais meu do que dele Acho que por medo de me perder grudava eu odiava, me sentia sufocada me sentia amargurada não queria mais transar e tudo aquilo pra ele devia ser muito ruim devia se sentir rejeitado, meu Deus pra que escrever tudo isso
Mas enfim os anos se passaram e eu também segui com meus problemas minhas vontades e decepções minhas dificuldades e muito stranho não fazia nada pra sair daquele meu mundo
As pessoas normais procuram outras coisas outras maneiras de viver e eu não estava feliz e insistia em permanecer no problema, não sei se foi a maneira que eu encontrei de viver
sem resolver os problemas pois ele poderia ter arrumado outra mulher pra viver outra vida e eu também mas e nada
acontecia, pode ter sido a síndrome de asperg que eu já tinha e me causava todo aquele marasmo aquela inércia pra vida
Bem eu não sei e nem sei por que nessa altura da vida eu insisto em escrever esses problemas , ouvindo Queen me remeto ao passado e uma vontade de chorarrrrrrrrrr chorarrrrrr
Enfim passou hoje estamos juntos separados e um mix de sentimentos me faz viver e até quando não sei, será essa foi a maneira fácil de enfrentar meu mundo ainda não sei
Quem sabe estou fazendo psicologia mas nem Froid terá respostas as minhas confusões paro por aqui dóe minhas mãos
thau thau até
Imagine uma garota de dezessete anos com uma carga dessa negativa casamento gravidez marido problemático onde eu fiquei? por que tudo isso comigo porque não tive forças pra mudar por que não sumi e deixei tudo pra trás?
Talvez eu escolhi o caminho mais difícil de se viver e de encontrar comigo mesma, será que o medo me acompanhou todo este tempo ? de saber quem eu sou realmente de me decepcionar comigo mesma? de fazer outros felizes e esquecer de mim? sim carregar os outros nas costas, de não ter coragem de jogar tudo pro alto de dar muitos basta em muitas situações, quem sou eu? vou continuar me perguntando
talvez eu não encontre respostas e continuo me auto sabotando não querendo ver de frente um mundo diferente pois teria que enfrenta-lo de algum jeito, gorda, magra, velha,
Talvez a vontade ainda não deixe eu enfrentar preciso de mais coisas motivos mais forte sei la
alguns concertos a fazer será tudo isso? sei não continuo depois
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